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O CUB da construção em São Paulo avançou 0,13% em setembro de 2026, acumulando alta de 5,40% no ano e 6,17% em 12 meses. O movimento reforça a pressão sobre orçamento, compras, produtividade e planejamento de obras em um ambiente de juros altos e crédito mais seletivo.

As vendas de imóveis residenciais novos cresceram no Brasil no primeiro semestre de 2026, enquanto os lançamentos ficaram praticamente estáveis. Em São Paulo, junho trouxe queda nas vendas e nos lançamentos, o que reforça a necessidade de separar recortes geográficos, temporais e de mix de produto.

Manaus e Iranduba somaram R$ 1,445 bilhão em VGV no primeiro semestre de 2026, com vendas sustentadas pelo Minha Casa, Minha Vida. Ao mesmo tempo, a queda de 63,7% nos lançamentos e a pressão do frete elevam a cautela no orçamento e no cronograma das obras.

A partir de 1º de dezembro de 2026, construção, mercado imobiliário e saneamento passam a emitir documentos fiscais eletrônicos com destaque de CBS e IBS. A mudança exige revisão de cadastros, sistemas, contratos e planejamento tributário antes do início das obras.

Levantamento do SindusCon-SP com o FGV/Ibre, com base no Novo Caged, mostra perda de fôlego do emprego formal na construção em maio de 2026 no interior paulista. O recuo mensal não reverte a alta do ano, mas pede atenção ao planejamento e ao uso de equipamentos.

Reuniões da CBIC em Brasília recolocaram o financiamento habitacional no centro do debate. FGTS, crédito, reforma tributária e pressão de custos passaram a ser vistos como fatores que podem alterar oferta, precificação e ritmo de produção de moradias no Brasil.