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O que movimenta o mercado global da construção, selecionado pela redação.

A alta de 0,44% do INCC/Sinapi em julho, com acumulado de 7,40% em 12 meses e custo nacional de R$ 1.985,10 por metro quadrado, reforça a pressão sobre orçamento, compras e cláusulas de reajuste em obras públicas e privadas, em meio a juros altos e demanda firme por infraestrutura.

Manaus e Iranduba somaram R$ 1,445 bilhão em VGV no primeiro semestre de 2026, com vendas sustentadas pelo Minha Casa, Minha Vida. Ao mesmo tempo, a queda de 63,7% nos lançamentos e a pressão do frete elevam a cautela no orçamento e no cronograma das obras.

A desaceleração do CUB paulista em julho de 2026 não elimina a pressão acumulada sobre custos, enquanto juros ainda altos e maior dependência de crédito de curto prazo elevam o risco de revisão de cronogramas, orçamento e contratação de equipamentos nas obras.

A articulação de entidades na São Paulo Climate Week 2026 e a expansão da capacitação em sistemas industrializados mostram que sustentabilidade e industrialização passaram a caminhar juntas. No Brasil, a mudança pode afetar produtividade, padronização, resíduos, segurança e financiamento.

A partir de 1º de dezembro de 2026, construção, mercado imobiliário e saneamento passam a emitir documentos fiscais eletrônicos com destaque de CBS e IBS. A mudança exige revisão de cadastros, sistemas, contratos e planejamento tributário antes do início das obras.

A construção civil criou 168.962 vagas formais no primeiro semestre de 2026 e o ICST subiu para 92,5 pontos em julho. Os dados indicam atividade mais firme, mas ainda com confiança abaixo do nível de otimismo e sinais mistos na capacidade instalada.

A discussão sobre reduzir a jornada semanal na construção ganhou força na CBIC e recoloca no centro do planejamento de obras temas como encargos sociais, escalas, absenteísmo e recomposição de equipes. O efeito ainda é incerto, mas já exige simulação pelas empresas.

A Reforma Tributária, em implementação neste ano, pode reduzir a cumulatividade de tributos na cadeia da construção e tornar sistemas industrializados mais competitivos. A mudança tende a afetar custos, produtividade e planejamento, mas seu efeito dependerá da regulamentação e da adaptação das empresas.

A abertura de inquérito civil pelo Ministério Público da Paraíba, após a morte de um trabalhador em março de 2026 em obra de Cabedelo, recoloca no centro do debate técnico a segurança de elevadores de cremalheira, manutenção, documentação obrigatória e fiscalização em canteiros verticais.

Decisões recentes do HSE, no Reino Unido, mostram como improviso em trabalho em altura, falhas no transporte interno, proteção insuficiente de máquinas e execução sem qualificação continuam levando a mortes, lesões graves e multas altas, com lições diretas para obras no Brasil.

A ANTT atualizou a tabela de pisos mínimos do frete rodoviário, com redução dos coeficientes de deslocamento e alta nos itens de carga e descarga. Na construção, o efeito tende a aparecer mais no recebimento, na permanência do caminhão e na organização do canteiro do que no quilômetro rodado.

Levantamento do SindusCon-SP com o FGV/Ibre, com base no Novo Caged, mostra perda de fôlego do emprego formal na construção em maio de 2026 no interior paulista. O recuo mensal não reverte a alta do ano, mas pede atenção ao planejamento e ao uso de equipamentos.

A atualização da NR-24 recoloca instalações sanitárias móveis, contêineres e módulos pré-fabricados no centro do planejamento de obra. Para gestores, SESMT e engenharia de produção, o tema deixa de ser apenas conformidade e passa a afetar manutenção, logística, conforto e estabilidade operacional do canteiro.

Com mais de 100 empresas e mais de 450 trabalhadores formados no PNCCC, a construção amplia a capacitação no canteiro e testa formação em inteligência artificial para lideranças. A aposta é reduzir gargalos de mão de obra, retrabalho e pressão sobre prazo, qualidade e segurança.

A atualização da NR-10, com vigência em 1º de junho de 2027 e prazo até 1º de junho de 2028 para DDR em áreas molhadas de edificações existentes, somada à suspensão por 90 dias de sanções da NR-1, recoloca gestão de risco, capacitação e governança documental no centro das obras.

A suplementação de R$ 20 bilhões ao Minha Casa, Minha Vida reforça a previsibilidade do programa e melhora o planejamento da cadeia da construção. O efeito prático, porém, ainda depende de empenho e desembolso dos recursos.

O avanço de um empreendimento de uso misto no Novo Cairo e de cinco projetos ferroviários urbanos em Hanói reforça a pressão sobre canteiros complexos. Em obras de grande escala, acesso seguro, circulação vertical e logística de materiais deixam de ser apoio e passam a definir produtividade e prazo.

Alerta do regulador britânico e casos recentes de queda e morte em manutenção reforçam que o calor extremo já deve entrar na gestão de risco. No Brasil, a resposta passa por NR-01, NR-18, NR-35, pausas, hidratação e supervisão reforçada.