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O que movimenta o mercado global da construção, selecionado pela redação.

A construção civil brasileira combina avanço em industrialização, digitalização e medição de produtividade com um ambiente financeiro ainda restritivo. Juros altos, custos acima da inflação e confiança fraca seguem limitando lançamentos, embora a infraestrutura sustente o emprego no setor.

A Portaria MCID nº 984/2026 regulamenta o enquadramento de projetos de habitação social como prioritários para emissões com benefício fiscal. A norma define rito, prazos, documentos e governança, com impacto direto sobre funding, cronograma e estruturação de PPPs no Brasil.

A queda de um elevador de obra em Camboriú (SC), que deixou um trabalhador morto e outro gravemente ferido, recoloca no centro do debate a manutenção, a inspeção e a fiscalização de equipamentos de transporte vertical em canteiros.

São Paulo reforçou a agenda de reuso de ativos com R$ 200 milhões no 4º chamamento de retrofit, lançado em 13 de agosto, enquanto a Caixa apresentou em 19 de agosto uma nova transferência intermediada para imóveis usados, voltada a reduzir inadimplência e reciclar unidades.

A reunião entre CBIC e Caixa, em Brasília, recolocou crédito, Minha Casa Minha Vida e financiamento habitacional no centro da pauta da construção. O encontro ocorre em meio à Selic em 14% ao ano e à desaceleração da atividade, sem anúncio de medidas concretas.

O 10º Prêmio Seconci-SP de SST reuniu 16 finalistas e ampliou a vitrine de boas práticas em canteiros. No Distrito Federal, ações do Agosto Lilás levaram a pauta da violência contra a mulher para obras e reforçaram a agenda de prevenção e cultura de segurança.

Revisões de 2026 nas normas da ABNT para blocos de concreto, pavimentos intertravados e pavimentos permeáveis elevam a régua de controle, reforçam ensaios e aceitação e pressionam a cadeia da construção a operar com mais industrialização e previsibilidade.

A alta de 0,44% do INCC/Sinapi em julho, com acumulado de 7,40% em 12 meses e custo nacional de R$ 1.985,10 por metro quadrado, reforça a pressão sobre orçamento, compras e cláusulas de reajuste em obras públicas e privadas, em meio a juros altos e demanda firme por infraestrutura.

Manaus e Iranduba somaram R$ 1,445 bilhão em VGV no primeiro semestre de 2026, com vendas sustentadas pelo Minha Casa, Minha Vida. Ao mesmo tempo, a queda de 63,7% nos lançamentos e a pressão do frete elevam a cautela no orçamento e no cronograma das obras.

A desaceleração do CUB paulista em julho de 2026 não elimina a pressão acumulada sobre custos, enquanto juros ainda altos e maior dependência de crédito de curto prazo elevam o risco de revisão de cronogramas, orçamento e contratação de equipamentos nas obras.

A articulação de entidades na São Paulo Climate Week 2026 e a expansão da capacitação em sistemas industrializados mostram que sustentabilidade e industrialização passaram a caminhar juntas. No Brasil, a mudança pode afetar produtividade, padronização, resíduos, segurança e financiamento.

A partir de 1º de dezembro de 2026, construção, mercado imobiliário e saneamento passam a emitir documentos fiscais eletrônicos com destaque de CBS e IBS. A mudança exige revisão de cadastros, sistemas, contratos e planejamento tributário antes do início das obras.

A construção civil criou 168.962 vagas formais no primeiro semestre de 2026 e o ICST subiu para 92,5 pontos em julho. Os dados indicam atividade mais firme, mas ainda com confiança abaixo do nível de otimismo e sinais mistos na capacidade instalada.

A discussão sobre reduzir a jornada semanal na construção ganhou força na CBIC e recoloca no centro do planejamento de obras temas como encargos sociais, escalas, absenteísmo e recomposição de equipes. O efeito ainda é incerto, mas já exige simulação pelas empresas.

A Reforma Tributária, em implementação neste ano, pode reduzir a cumulatividade de tributos na cadeia da construção e tornar sistemas industrializados mais competitivos. A mudança tende a afetar custos, produtividade e planejamento, mas seu efeito dependerá da regulamentação e da adaptação das empresas.

A abertura de inquérito civil pelo Ministério Público da Paraíba, após a morte de um trabalhador em março de 2026 em obra de Cabedelo, recoloca no centro do debate técnico a segurança de elevadores de cremalheira, manutenção, documentação obrigatória e fiscalização em canteiros verticais.

Decisões recentes do HSE, no Reino Unido, mostram como improviso em trabalho em altura, falhas no transporte interno, proteção insuficiente de máquinas e execução sem qualificação continuam levando a mortes, lesões graves e multas altas, com lições diretas para obras no Brasil.

A ANTT atualizou a tabela de pisos mínimos do frete rodoviário, com redução dos coeficientes de deslocamento e alta nos itens de carga e descarga. Na construção, o efeito tende a aparecer mais no recebimento, na permanência do caminhão e na organização do canteiro do que no quilômetro rodado.