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Tendências, dados e leitura de mercado da construção civil.

O acidente com grua em Blumenau e a Semana CANPAT Construção 2026 recolocaram em pauta a segurança no içamento, a conformidade dos equipamentos, a aderência à NR-18 e a necessidade de capacitação ligada à tarefa real no canteiro.

A primeira Feicon Rio, marcada para 6 a 8 de outubro de 2026 no Riocentro Convention & Center, no Rio de Janeiro, coloca no centro do debate a escassez de mão de obra qualificada, a produtividade e a profissionalização da construção brasileira.

O CUB da construção em São Paulo avançou 0,13% em setembro de 2026, acumulando alta de 5,40% no ano e 6,17% em 12 meses. O movimento reforça a pressão sobre orçamento, compras, produtividade e planejamento de obras em um ambiente de juros altos e crédito mais seletivo.

A construção inicia setembro com o ICST em 90,5 pontos, abaixo da linha de confiança, enquanto o CGSN prorrogou prazos do Simples e da opção por IBS/CBS. No mesmo ambiente, Feicon Rio e CBIC recolocam produtividade, qualificação e gestão de obra no centro da competitividade.

A Lei nº 15.190/2025 inaugura normas gerais federais para o licenciamento ambiental e promete uniformização e simplificação. Mas a judicialização no STF e a pressão sobre custos de infraestrutura ainda deixam dúvidas sobre prazo, orçamento e previsibilidade das obras no Brasil.

O INCC-M desacelerou para 0,25% em setembro de 2026, após alta de 0,85% em agosto, enquanto a Aneel confirmou a volta da bandeira verde em outubro. O alívio é parcial: melhora o caixa do canteiro, mas não indica queda generalizada dos custos da construção.

O INCC-M subiu 0,25% em setembro, abaixo da alta de 0,85% em agosto, e acumulou 6,61% em 12 meses, segundo a FGV/Ibre. A desaceleração mensal alivia a pressão imediata, mas mantém atenção sobre contratos, compras, fluxo de caixa e repasses na construção.

A Receita Federal e o Comitê Gestor do IBS aprovaram a documentação técnica do split payment, etapa que organiza a implementação do novo modelo de recolhimento. Para a construção, o foco passa a ser caixa, conciliação, sistemas e contratos.

Debates realizados em setembro recolocaram a industrialização no centro da construção civil, com foco em projeto integrado, qualificação, padronização e escala. Para construtoras e gestores de obra, o tema avança como resposta prática a prazos, custos, segurança e previsibilidade operacional.

A subvenção de R$ 1,00 por litro ao diesel e a projeção de reajuste médio de 9,4% na energia em 2026 recolocam o custo operacional no centro da gestão de obras verticais. O efeito tende a acelerar decisões sobre produtividade, programação e uso de equipamentos.
O reforço de R$ 500 milhões nos subsídios do FGTS ao Minha Casa, Minha Vida, aprovado em 10 de setembro de 2026, sustenta a demanda por habitação popular e aumenta a exigência sobre funding, planejamento e execução no canteiro.

As vendas de imóveis residenciais novos cresceram no Brasil no primeiro semestre de 2026, enquanto os lançamentos ficaram praticamente estáveis. Em São Paulo, junho trouxe queda nas vendas e nos lançamentos, o que reforça a necessidade de separar recortes geográficos, temporais e de mix de produto.

A construção brasileira perdeu ritmo no segundo trimestre de 2026, com recuo de 0,4% no PIB setorial, enquanto São Paulo fechou julho com saldo negativo de 928 empregos formais. O cenário pressiona planejamento, contratação e logística de obra.
Enviado ao Congresso em 31 de agosto de 2026, o Orçamento de 2027 projeta superávit de R$ 83,4 bilhões, salário mínimo de R$ 1.741 e R$ 44,8 bilhões em emendas. Para a construção, o sinal é de mais espaço fiscal, mas com pressão sobre discricionárias, custos e execução.

A manutenção da bandeira tarifária amarela em setembro completa cinco meses consecutivos de cobrança adicional no Sistema Interligado Nacional. Para obras verticais, o cenário reforça a necessidade de controlar consumo, revisar rotinas e priorizar equipamentos mais eficientes.

A construção civil abriu 12.691 vagas formais em julho de 2026 e acumulou 180.449 no ano, mas o avanço do emprego expõe dois gargalos do setor: a falta de mão de obra qualificada e o debate sobre redução da jornada sem ganho prévio de produtividade.

A CBIC recolocou industrialização, produtividade e custo da mão de obra no centro do debate da construção. Em paralelo, simulações da entidade mostram que a redução da jornada pode pressionar encargos, orçamento e planejamento de obras no Brasil.

A construção brasileira acelera a industrialização com inteligência artificial, robótica e qualificação profissional para responder à escassez de trabalhadores e aos gargalos de produtividade. O avanço existe, mas ainda depende de dados, padronização e execução consistente.